Vinte anos de espera. Duas décadas de fãs pedindo, especulando e duvidando que aquele universo icônico da moda, ambição e sarcasmo voltasse às telonas. E quando finalmente chegou, O Diabo Veste Prada 2 não apenas retornou — ele chegou para dominar.
Os números falam por si: em menos de duas semanas de exibição, a sequência já acumulou US$ 433 milhões em bilheteria global, o equivalente a cerca de R$ 2,13 bilhões, superando toda a arrecadação do filme original de 2006, que encerrou sua carreira nos cinemas com US$ 326,5 milhões. Em outras palavras, a continuação fez em dez dias o que o clássico levou meses inteiros para alcançar.
Uma estreia que surpreendeu até a indústria
Ninguém esperava tanto, tão rápido. As projeções iniciais apontavam para uma abertura em torno de US$ 180 milhões no primeiro fim de semana — já seria um resultado excelente. O filme arrecadou US$ 233,6 milhões, sendo US$ 77 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 156,6 milhões no mercado internacional. Antes mesmo da estreia oficial, apenas nas sessões de pré-estreia, já tinha entrado US$ 20 milhões no caixa.
Com isso, O Diabo Veste Prada 2 se tornou a segunda maior estreia do ano, atrás apenas de Super Mario Galaxy: O Filme, e entrou no top 5 das maiores arrecadações globais de 2026.
O elenco que o público nunca esqueceu
Grande parte dessa força nas bilheterias tem um nome — ou melhor, quatro nomes: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci. O retorno completo do elenco original foi a grande aposta do estúdio, e a aposta funcionou.
Na nova trama, Miranda Priestly (Streep) enfrenta um cenário muito diferente daquele dos anos 2000: a crise da mídia impressa e a ameaça concreta de uma possível aposentadoria. Para piorar, ela agora tem pela frente a concorrência direta de Emily Charlton (Blunt), sua ex-assistente reinventada como executiva poderosa de um conglomerado de luxo. Andy Sachs e Nigel Kipling também voltam com novos conflitos, atualizando o universo da Runway para os tempos atuais — redes sociais, influenciadores e a decadência dos impressos incluídos.
A sequência ainda contou com uma trilha sonora de peso, com contribuições de Lady Gaga (três músicas), Dua Lipa e SZA, entre outras artistas.
Público e crítica aprovam — e superam o original
Além das bilheterias, O Diabo Veste Prada 2 também se saiu bem onde muitas sequências tropeçam: na recepção. O filme registra mais de 77% de aprovação no Rotten Tomatoes e recebeu nota A no CinemaScore — ambos os resultados superiores aos do primeiro filme. Um feito e tanto para uma continuação de duas décadas.
Para Meryl Streep e Emily Blunt, o sucesso também é histórico em termos de carreira: a sequência estabeleceu novos recordes pessoais para ambas em mercados internacionais.
Nostalgia com algo a dizer
O que explica esse fenômeno? Parte da resposta é óbvia: nostalgia. O Diabo Veste Prada (2006) formou gerações, virou referência cultural e nunca saiu de moda — literalmente. Miranda Priestly é um dos personagens mais icônicos do cinema contemporâneo, e qualquer chance de revê-la já seria suficiente para lotar salas.
Mas a outra parte da explicação é mais interessante: o filme parece ter algo a dizer sobre o mundo atual. A crise dos veículos de comunicação tradicionais, a ascensão das plataformas digitais e as novas dinâmicas de poder no mercado da moda são temas que ressoam em 2026 de um jeito que não seriam possíveis em 2006. A continuação não apenas revisitou o passado — ela o colocou em diálogo com o presente.
Vale a pena assistir?
Se você amou o original, a resposta é quase certamente sim. O filme entrega o que promete: os personagens que você nunca esqueceu, num mundo que evoluiu junto com o seu público, embalado por uma trilha sonora impecável e performances que justificam duas décadas de espera.
O Diabo Veste Prada 2 está nos cinemas agora.
Já assistiu? Me conta nos comentários o que você achou — e se a sequência foi à altura do clássico!
