A curiosidade por trás de "Obsessão": o diretor de 26 anos que saiu do YouTube para assombrar Hollywood

 

A curiosidade por trás de "Obsessão": o diretor de 26 anos que saiu do YouTube para assombrar Hollywood

Obsessão está em cartaz nos cinemas brasileiros desde o dia 14 de maio, e o filme já virou assunto obrigatório entre os fãs de terror. Com 95% de aprovação no Rotten Tomatoes e comparações a Jordan Peele e Ari Aster, a produção tem tudo para ser um dos filmes mais marcantes do ano. Mas a história por trás das câmeras é tão fascinante quanto o que acontece dentro delas.


De canal no YouTube a um dos terrors mais elogiados de 2026

Curry Barker tem 26 anos. Antes de estrear nos cinemas, ele era conhecido por um canal de humor negro no YouTube chamado that's a bad idea, que criava junto com seu parceiro Cooper Tomlinson. Foi por esse canal que os dois desenvolveram sua linguagem criativa — e foi lá que Barker deu seus primeiros passos no terror.

Seu primeiro longa, Milk & Serial, foi produzido com um orçamento de aproximadamente US$ 800 — isso mesmo, menos de mil dólares — e lançado gratuitamente no YouTube. O filme seguia influenciadores que pregavam pegadinhas agressivas entre si, até que um deles revelava traços perturbadores de sua personalidade.

Ninguém imaginava que, poucos anos depois, esse mesmo diretor estaria assombrando festivais internacionais.


O salto para o cinema — e o negócio que multiplicou o investimento por 15

A virada veio quando o produtor James Harris assistiu a um curta de Barker chamado The Chair e sugeriu que ele expandisse a ideia para um longa-metragem. Em resposta, Barker apresentou o conceito inicial do que se tornaria Obsessão.

O filme foi produzido com um orçamento estimado em US$ 1 milhão — modesto para os padrões de Hollywood, mas uma grande diferença em relação aos US$ 800 do projeto anterior. Depois dos festivais, a Focus Features adquiriu os direitos de distribuição nos Estados Unidos por um valor cerca de quinze vezes superior ao custo de produção. Um salto e tanto.

No Brasil, a distribuição ficou a cargo da Universal Pictures.


O final que quase foi — e o conselho do pai que mudou tudo

Aqui está a curiosidade que poucos sabem: Obsessão quase teve um final completamente diferente.

Em entrevista à Entertainment Weekly, Curry Barker revelou que a versão original do filme terminava com Nikki tirando a própria vida. "Eu estava realmente obcecado por esse final estilo Romeu e Julieta", disse o diretor. Os dois finais chegaram a ser gravados — sim, existem duas versões do desfecho.

O que chegou às telas mostra Bear morrendo após tirar a própria vida, quebrando o feitiço que mantinha Nikki possuída pelo desejo sobrenatural. Foi o conselho do pai de Barker que convenceu o cineasta a ir na direção oposta — preservando Nikki e entregando um desfecho que, ao mesmo tempo, fecha o arco emocional do filme e deixa o espectador perturbado de um jeito diferente.


Um homem só (quase)

Outro detalhe impressionante: Curry Barker não apenas dirigiu o filme. Ele também escreveu o roteiro, editou o longa e compôs a trilha sonora original. Cooper Tomlinson, seu parceiro do YouTube, assina a produção e a fotografia.

É raro ver esse nível de controle criativo em uma produção que estreia em circuito amplo. Críticos comparam o resultado ao estilo de Jordan Peele, Ari Aster e dos irmãos Philippou — cineastas que também misturaram humor ou gêneros inesperados com terror psicológico antes de se consolidarem no gênero.


O que vem a seguir

Com a excelente recepção de Obsessão, Curry Barker já tem agenda cheia. Ele está desenvolvendo um novo longa sobre criadores de conteúdo que encenam atividades paranormais — e foi confirmado como diretor de uma nova entrada na franquia O Massacre da Serra Elétrica.

Em pouco tempo, um humorista do YouTube se tornou um dos nomes mais promissores do terror contemporâneo. E se a trajetória de Jordan Peele serve de parâmetro, pode ser que estejamos assistindo ao começo de algo muito grande.


Obsessão está em cartaz nos cinemas. Você já assistiu? Conta nos comentários o que achou do final — e se você teria preferido a versão que quase chegou às telas.

Postar um comentário

Postagem Anterior Próxima Postagem